segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Acordei estranha.
Com mil sensações estranhas e um sorriso. Sorriso bobo para dizer a verdade.
Tão bobo que nem eu conseguia entender direito aquilo.
O lençol ainda bagunçado, a coberta quase toda no chão, o travesseiro abraçava meu corpo e aquele raio de luz entrava no quarto.
Meio acordada, meio dormindo olhei para fora como quem pedisse em silêncio para que o sol pudesse me esquentar. Abracei um pouco mais forte aquele travesseiro que tem a mania chata de se transformar em você todas as noites.
O sol ainda fraco naquela manhã já conseguia trazer um calor para o meu corpo enquanto começava a aquecer minha alma.
Foi neste momento então que as idéias começaram a se encaixar e compreendi o sorriso em meu rosto ao levantar. Sonhei com você.
Não foi um sonho de amor, não foi uma história bonita, não foram momentos para serem guardados por toda a eternidade. Menos ainda sonhos que poderiam provocar outras sensações em meu corpo.
Foi apenas um imaginar da sua existência.
Um momento em que minha alma ao se desprender de meu corpo pode passear até onde você estava. Apenas para te observar. Observar sua respiração, observar seu jeito e até seus defeitos, observar como aquele conjunto era de uma preciosidade jamais vista.
Depois deste passeio, no momento de voltar ao corpo normal, minha alma consegue deixar em mim, em cada centímetro do meu ser, todas as sensações. Cada parte de meu corpo compartilha um sentimento diferente sobre a mesma situação. É como se conseguissem se comunicar entre si. Uma conversa silenciosa mas profunda.
Enquanto o sol esquentava cada vez mais, eu já estava quase que deitada novamente, abraçada no travesseiro e com aquele sorriso bobo. Aquele que só ele, mesmo sem fazer nada consegue colocar em mim.

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