Era tarde, não se sabe ao certo o horário, apenas que a televisão no mínimo já fazia um barulho ensurdecedor. Ela decidiu sair de casa. Simplesmente sair. Totalmente sem rumo e sem ninguém. A rua parecia diferente, mais quieta que o normal. Parecia também mais estreita. Estranha. Escura. Sozinha. Não era medo, mas algo de errado ali existia. Seus passos doíam. Seus pés sangravam. Ela tentou correr mas tinha a sensação que não saía do lugar. Quanto mais corria, mais escuro ficava. O ar faltou. Num momento tudo parou. A escuridão tomou conta. Uma dor nunca sentida. Era como se alguém arrancasse a sua pele. Gritou. Mas um grito diferente de socorro. De desespero. De dor. E então tudo se calou…
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