quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Continuo aqui, a te esperar

A noite aproximava-se, quase impercebível e eu ainda continuava ali, tentando preencher pensamentos e organizar desejos que por minutos se confundiam entre si, entre mim, entre nós. Nós que ficavam mais amarrados, impossibilitando qualquer tentativa minha de soltura.

Eu esperava a noite chegar, como se esperasse por alguém que há muito tempo tenha prometido que viria ao meu encontro. Na mala continha planos e promessas que tão inocente, eu acreditei que seriam destinados a mim, não foi, não será.

Mas, eu continuava a esperar talvez um sinal vindo do céu mais bonito que eu já havia presenciado desde a sua partida. Eu ficava ali, imaginando tudo, imaginando cada detalhe que eu nunca tive, imaginando o que eu sentiria.

Enquanto o relógio tomava um rumo certo, meu coração cansava a cada batida, cansava das esperas, das indecisões, das surpresas que não chegavam, cansava da ilusão momentânea e de todo o tormento que cada pensamento se tornava real.

A noite já tomava conta de tudo e cada estrela no céu me fazia acreditar o quão longe você estava de mim. Agora, eu apenas tentava pensar em você de uma forma simples, sem que nenhum desejo fosse maior que essa distância. Então, eu estarei aqui nesse mesmo lugar, tomando conta dessa mesma espera, por quanto tempo? Talvez, pra sempre.

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