Parecia
de fato um quadrado. Bem pequeno.
Uma
janela ao centro de um dos lados.
Uma
porta. Nova ou velha não importava muito. Apenas o fato de estar fechada.
Janelas
travadas, apenas pequenos espaços para que uma pequena brisa pudesse entrar.
Sem
luz, um escuro sem maiores cômodos. Ela sentou naquilo que considerava o centro
daquele local.
Ficou
no que mais parecia uma posição de meditação, de fato era algo que pretendia
fazer naquele momento, uma meditação diferente.
Fechou
os olhos tentando o impossível, ouvir o silêncio.
Ficou
certo tempo neste silêncio. Era profundo. Profundo a ponto de conseguir ouvir
seus próprios pensamentos.
Maginou
uma cena perfeita. Não dos dois. Apenas dele.
Ele
estava em um campo. Um verde bonito, muito forte, um céu tão claro que não dava
para saber o que era branco e o que era azul. O vento era leve. O cheiro das
flores que ali estavam era misturado com seu perfume, um cheiro que trazia
memórias quase que infantis.
O
contraponto daquela cena em sua cabeça com a escuridão do local que se
encontrava, trazia uma estranha sensação de calma, um bem estar diferente do
normal.
Ao
voltar para a cena, ele estava com um sorriso bobo, um sorriso de quem trazia
muito com ele, de quem trazia uma mensagem que não precisava ser dita para ser
compreendida.
Uma mensagem que seu coração pôde sentir
naquele mesmo instante.
Ela
tentava criar uma conexão que a distância não permitia.
Sem
perceber um leve sorriso começava a surgir em seu rosto, seus músculos foram
relaxando um pouco mais e suas mãos já se encostavam ao chão, como se tentassem
sentir um pouco daquele campo.
Quando
tocava no chão, era como se pudesse sentir a vibração de lá, era uma tentativa
de tocar nele. De sentir qualquer parte de seu corpo. De poder tocar a sua mão.
Mas o principal motivo era tentar fazer com que ele sentisse seu amor.
Com
muito esforço ela sentiu. Ela saberia dizer descrever o que foi ou como
aconteceu. Mas era como se um frio tomasse conta de seu corpo. Mas um frio que
não incomodava, de certa forma confortava.
Essa
sensação durou segundos e como num susto ela abriu os olhos, retirou suas mãos
do chão e se desfez daquela posição.
Não
importava para qual lado daquele local ela conseguisse olhar, ela via a mesma
coisa. Um vazio.
Mas
o cheiro, aquele cheiro, estava ali. Como era possível? Era a única pergunta
que vinha a sua mente. Nenhuma resposta.
Ela
tentou voltar para aquele lugar, para aquela cena, para ele. Em vão.
Só
conseguia relembrar imagens já vistas, não conseguia sentir de novo. Tudo já
tinha passado. Mas ela sentiu.
Ela
sabia que por mínimos segundos ela sentiu seu “mundo” em suas mãos
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